Entrevista com o Escuro

O Escuro é um coletivo de São Paulo, que reúne jovens negros em busca da criação de uma comunidade. Leia mais:

Em abril conhecemos o coletivo Escuro, da cidade de São Paulo. Faziam um levantamento sobre os DJs negr(e)s do país, quem são e quais são as cenas que estão inseridos. Esse é um movimento mais que necessário entre nós, DJs, produtores e artistas negr(e)s brasileiros, em um momento de intensa instabilidade. Muitas vezes, ao olharmos ao redor, temos a sensação de estarmos sozinhos, sermos poucos ou mal representados nos espaços que nos inserimos, e por isso a grande importância de iniciativas como esta, que busquem nos aproximar, para nos conhecermos e trocarmos a respeito da nossa arte.

Convidamos o Escuro para conversar sobre quem são, e em troca nos contaram um pouco mais do trabalho que elaboram. Nossos especiais agradecimentos à Kontronatura. Confira abaixo!

1)     Quem é o Coletivo Escuro? Quem são os integrantes? De onde vocês são? São apenas DJs, ou há outros tipos de artistas presentes? Quando vocês começaram?

ESCURO nasceu como um desdobramento musical do projeto Dúdús, focado na difusão do trabalho de jovens criativos negros. Somos atualmente em três: Guilherme Teixeira, que trabalha como escritor e curador de arte, trabalhando em diversos projetos independentes e instituições, Leticia Santos aka. Kontronatura, DJ e cineasta que desenvolve uma pesquisa sonora e visual de afrofuturismo e Mayara Wui, que atualmente pesquisa e desenvolve trabalhos na área audiovisual, focada na produção de videoclipes, atuando como produtora, produtora de arte e assistente de direção, além de trabalhos como produtora cultural, DJ e educadora.

2)     Quais são alguns dos objetivos de vocês como Coletivo? Quais tipos de atividades vocês querem fazer, o que gostariam de atingir?

Partindo de diversas pesquisas próprias a respeito do conceito de música produzida a partir da diáspora africana, convidamos pesquisadores musicais para articularem suas pesquisas em festas e eventos pela cidade. Já fomos residentes em festas e espaços como o Mandíbula, BREU, CARTEL 011 entre outros. E o nosso objetivo é propiciar um espaço livre onde jovens criativos possam articular suas pesquisas.

3)     Tomamos conhecimento da Escuro quando a Le nos contatou para responder um formulário que levantava informações sobre DJs negros e Coletivos negros de Música Eletrônica. Poderia nos falar um pouco sobre a ideia por trás dessa pesquisa e o que planejam fazer com ela? O que puderam perceber com esse levantamento?

Começamos a fazer esse levantamento pois sentimos, enquanto coletivo, a necessidade de construir uma plataforma que colocasse em diálogo as possibilidades de troca existentes entre os jovens criativos nas áreas de música e artes na cidade de São Paulo. Pretendemos, a partir da pesquisa, articular um banco de dados que articule e conecte esses criativos e fortaleça a cena independente.

4)     Como vocês enxergam a cena ao redor de vocês na questão de representação negra, tanto nas pistas quanto nas cabines?

Vemos que, embora com um número crescente nos últimos anos, tanto de festas especializadas quanto de coletivos e DJs nos mais diversos eventos, a questão do acesso à produção e articulação da música, seja por meio de equipamentos, divulgação ou mesmo pesquisa, hoje ainda é muito defasada, principalmente quando colocado em pauta questões socioeconômicas e geográficas. 

5)     Por fim deixamos aqui o espaço para vocês se quiserem deixar qqr recomendação de sets, tracks, DJs que vocês estejam curtindo agora ou algo a mais!


Anti 

Suelen Mesmo

Cayo Felipe AKA OQuimera

Kontronatura

Amayie

Vini Moraix

DJ AKIN

Alada

Herdeiro Hacker 

Libra 

Peroli

Miuccia

GUILLERRRMO

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